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Política e o setor de seguros devem andar de mãos dadas

10 de outubro de 2016

É num momento atual como o que vive o País – onde a atividade política é repudiada por boa parte da população –, que não podemos nos distanciar da política e de seus atores, sobretudo para brigar por transformações necessárias para a sociedade e, também, para representar lutas de setores importantes como o do mercado de seguros. A opinião firme é do presidente do Sincor-SP, Alexandre Camillo, apontada no painel “Nosso negócio seguro em conjunto com uma nova política”.

Citando o quanto a política séria e comprometida com a ética pode engrandecer uma determinada categoria, Camillo citou o exemplo do trabalho realizado à frente do Sincor-SP nestes últimos dois anos. “Hoje, vivemos um momento de integração e isso renova nossas esperanças para o que podemos fazer ao nosso setor, especialmente aos corretores de seguros”, afirmou.

O presidente da Fenacor, Armando Vergílio dos Santos Junior, também acredita que a política deve ser usada para transformar a realidade. “É nesse momento que deveríamos reagir e nos interessar mais pela política. Você participa da política quer queira ou não. Ou ativamente ou de forma omissa. Melhor, então, que seja ativamente. Uma forma delas é participar do Sindicato. Não é adequado que se culpe todo o meio político, mas que se cobre dele a solução que tem que existir”, concorda.

Mediado pelo advogado e consultor do Sincor-SP, Antonio Penteado Mendonça, o objetivo do painel era aproximar mais os corretores de seguros com os bastidores e os debates que ocorrem no Congresso Federal em relação ao setor de seguros. “Alexandre foi feliz em escolher esse tema e me considero feliz por moderar”, emendou.

Depois, foi a vez de Evaldir Barboza de Paula, coordenador da Comissão Político-Parlamentar do Sincor-SP, explicar em linhas bem gerais aos congressistas um pouco do trabalho interno da comissão que ele integra no sindicato paulista. “Recebemos projeto de lei via mídia ou através de pesquisa e, quando eles vêm à comissão, avaliamos a matéria pertinente, se tem relevância ou não. Nossa comissão faz essa avaliação prévia. Se estamos lidando com seguro de automóvel, por exemplo, encaminho para comissão de automóvel fazer essa decisão. Esse é o trabalho”, contou.

Uma novidade apresentada durante o painel foi uma parceria, ainda em processo de discussão e fechamento, de levar um curso de seguro para crianças e adolescentes das escolas do Estado de São Paulo. Quem revelou a novidade foi o próprio secretário de Educação do Estado presente no evento, José Renato Nalini. “Fico contente que o setor de seguros tenha despertado para essa realidade. Estamos esperançosos em trazer a educação securitária e noções éticas de seguro para infância e juventude”, ressaltou.

O deputado federal Lucas Vergílio, do partido Solidariedade e um dos responsáveis em defender o setor de seguros na Câmara dos Deputados, explicou que falar de uma nova política para o mercado de seguros envolve o aspecto legal e o político. O primeiro, explicou, é propor novas leis e projetos e estar atento às discussões que ocorrem na Câmara. “E o aspecto político é falar e inserir o mercado de seguros para a sociedade brasileira sempre que surge uma oportunidade”, disse.

O que falta para nossa sociedade, defende o deputado, é que ela deixe de ver mais o mercado de seguros como um gasto e aprenda a enxergá-lo como um investimento. “Esse é um dos grandes desafios em termos de educação”, ressalta. “Tem corretores do Brasil inteiro aqui e fica o chamado para que possamos cobrar dos nossos representantes políticos um olhar a nosso segmento, aquele que, sim, faz com que as famílias durmam e acordem bem”, observa.

Corretores, na visão do também deputado federal Floriano Pesaro, do PSDB, são pessoas que dão paz e tranquilidade à população, porque são agentes de proteção social. Os novos tempos, ressaltou o parlamentar, exigem novos modelos de gestão e o Estado deve e pode participar dessa construção com políticas públicas. “Há uma possibilidade imensa de contribuição do corretor na área social. O Estado deve criar políticas públicas que incrementem novos produtos de seguros”, defende.

Essa caminhada entre política e setor de seguros, ressaltou Lucas Vergílio, encontrou mais eco com o atual Governo Federal. Para confirmar isso, o deputado mostrou que o atual governo colocou um corretor de seguros para dirigir a Susep, o que mostra interessa da atual gestão em abrir mais portas para diálogos com a categoria.

 

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