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Por que não seguro de vida?

8 de outubro de 2016

De acordo com dados divulgados durante o painel “Vida – a longevidade do nosso negócio“, apenas 10% da população brasileira tem seguro de vida atualmente, sendo que a maior parte é oferecido por empregadores. Se contar apenas pessoas físicas, esse número diminui para menos de 1%. A oportunidade então, existe. Então por que os corretores não estão focando nisso?

Ricardo Iglesias Teixeira, presidente executivo da Centauro-ON Vida e Previdência, comenta que o corretor é o único que está próximo o suficiente do cliente para entender o que ele está passando e o que precisa. Ele afirma o potencial desse mercado, contabilizando R$ 20 bilhões em apólices não vendidas no último ano.

Para mostrar aos corretores as possibilidades de vida, Guilherme Hinrichsen, vice-presidente Comercial Regional São Paulo da Icatu Seguros, calcula que a remuneração do produto pode render no primeiro ano até R$  100 mil, além de requerer esforço operacional baixo. “Acreditamos que o seguro de vida será o futuro do corretor de seguros”, declara Guilherme.

Raphael de Carvalho, CEO da MetLife, aposta na especialização em uma indústria, mais do que em um produto. Ele dá dicas para aumentar o negócio: conhecendo o cliente e fazendo a revisão periódica de coberturas e produtos. Confiante no mercado de seguros de vida, Carvalho crê que o corretor é o principal meio de aumentar a penetração e subir a porcentagem citada acima.

“A vida das pessoas evolui, e com ela suas necessidades”, declara. Outro ponto que levanta é sobre o papel das seguradoras em incentivar os corretores. Elas devem auxiliar fornecendo informações sobre o mercado, além de dar suporte comercial especializado, treinamento, ferramentas digitais e materiais sobre os produtos.

Em nome dos corretores, o coordenador da Comissão de Vida, Previdência e Capitalização do Sincor-SP, João Carlos de Oliveira Junior, deixou o recado: ofereça! João acredita que disseminar e oferecer para suas carteiras é a única maneira de quebrar o paradigma do seguro de vida como algo que “não é necessário”.

Na plateia, o corretor de seguros Leonardo Freitas, de Contagem-MG, também defende a especialização. Atuando exclusivamente no ramo, acredita que não há um perfil específico e adquirir contatos é mais fácil, o que aumenta as possibilidades de venda. Ele ainda exemplifica: vendeu um seguro de vida no táxi, a caminho do evento.

 

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