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Saúde tem remédio?

7 de outubro de 2016

A saúde suplementar privada hoje, no Brasil, supera, em termos de orçamento, a saúde pública. O orçamento anunciado para o Sistema Único de Saúde (SUS) em 2017 é de R$ 102 bilhões, enquanto o privado será de 187 bilhões. Se por um lado esse número fortalece o setor de seguros, ele gera um alto número de atendimentos e procedimentos. A abordagem foi trabalhada durante o painel “Saúde tem remédio“.

Solange Mendes, presidente da FenaSaúde, comentou que, ao ano, são feitos mais de 1,4 bilhão de procedimentos diversos. Ela explicou que esse é um dos desafios do setor e é preciso se questionar se esses recursos estão sendo usados de maneira eficiente ou sendo apenas desperdiçados.

Cássio Zandoná, diretor Nacional de Vendas da Amil, informou que 70% dos exames tem resultado normal, e 30% nem chegam a ser retirados. Ele reitera a importância de evitar desperdícios, por meio de uma reeducação do sistema, incluindo todos os seus players. Ele cita ainda o custo como um entrave para alcançar uma cobertura maior. “Do ponto de vista de sustentabilidade do sistema, é preciso enfrentar o desafio de ser um País em desenvolvimento, com custo de primeiro mundo”, afirma.

Dentro dos custos, Solange mostrou a disparidade de valores, que precisa ser equilibrada. Ela exemplifica que um marcapasso no mercado brasileiro tem preço mínimo de R$ 29 mil e máximo de R$ 90 mil. Outro desafio comentado por Solange é o alto número de ações jurídicas no setor.

Nessa linha, Raquel Giglio, diretora Técnica e de Relacionamento com Clientes da SulAmérica Saúde, comenta o que pode ser feito para melhorar esse índice. De acordo com ela, os custos com ações judiciais cresceu 700% entre 2010 e 2016. Mas ela propõe soluções para evitar esse número no futuro: juízes especializados em saúde, ferramentas de suporte para consultas e núcleos de apoio técnico. “Esse é um tema relevante e custoso que não é problema só das seguradoras, ou do governo. É um problema de todos”, completa.

Mas qual deve ser o papel do corretor nisso? Ariovaldo Bracco, coordenador da Comissão de Saúde do Sincor-SP, destaca a importância de conhecer muito bem o produto e conscientizar os clientes. Para ele, existe uma responsabilidade implícita na saúde e essa venda deve ser qualificada. “É responsabilidade de todos orientar o cliente, se aprofundar e conhecer o produto para passar as informações corretas”, conclui.

Assistindo ao painel, a corretora Ligia Engels, de São Paulo, recebeu o recado que o remédio para o setor de saúde é de orientar. “Cabe ao corretor passar as informações exatas para que o cliente saiba seus direitos”, comenta.

 

Resultados da enquete

Saúde tem remédio

 

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