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“Temos que reaprender a trabalhar”, diz palestrante

7 de outubro de 2016

Com seu bom-humor e o jeito divertido de contar e emendar histórias, o palestrante Dado Schneider arrancou muitas risadas dos congressistas durante a palestra “Aprender a Empreender“. O recado do doutor em Comunicação, especialista em marketing e pesquisador da chamada geração Z, aquela com 16 anos para baixo, foi claro: mudar é essencial para o corretor de seguros se adequar às novas demandas, necessidades e desafios propostos pelo século 21.

“Se a gente não mudar nossa maneira de pensar e agir no século 21, não vamos conseguir vender. O comprador de hoje não é o comprador do século 20, que não tinha informação a respeito de nada. Nós temos que mudar nossa maneira de pensar e, muitas vezes, temos que fazer muitas mudanças. Mudar nossa maneira de ver o mundo, de agir no trabalho”, adverte.

Usando fatos da sua vida com recortes sobre a geração Z, Dado reforçou a necessidade dos adultos do século passado aprenderem com essa nova geração, sobretudo no aspecto digital, para não caírem na categoria do que ele classifica como “imigrantes digitais”.

“Vimos entrar o computador em nossas vidas. Lembram da primeira vez que pesquisarem no Google? Não somos que nem eles, que são ativos digitais. Somos, no máximo, imigrantes digitais. E nossa vida não será fácil porque vida de imigrante não é fácil. Eu tenho que me adaptar aos jovens”, assegura.

Palavras como mudança, linguagem e aprendizado permearam toda a palestra. Para quem tem uma cabeça formatada no século 20, garante Dado, é preciso aprender a trocar de era, a aprender a linguagem desse tempo, o fluxo, a rapidez, a acessibilidade dessa geração que nasceu conectada.

“Temos que aprender a trocar de dimensão. Nossa cabeça foi formatada no século 20. O bom é o agora. Adoraria ter 20 anos agora com a minha cabeça de 55. Já que não posso, vou tentar ter os melhores 55 anos possíveis, vou lidar com a linguagem do meu tempo, com a tecnologia do meu tempo”, diz.

Para um adulto nascido no século passado e que vive no século atual, assegura Dado Schneider, mudar não é necessariamente gostar do que está acontecendo, mas sim entender o que está acontecendo para ver se consegue entender o novo. “Prestem atenção, ‘adultos inéditos’: nunca houve adultos iguais a nós. Somos os primeiros adultos que teremos que mudar. Os velhos do passado não precisaram mudar, mas a gente vai precisar. Mudar é aceitar o novo”, diz.

Diferentemente da geração de adultos hoje, onde a carreira e busca profissionais é ainda feita e pensada de forma horizontal, o crescimento profissional dos jovens da geração Z é em espiral, ou seja, elas não se reconhecem nas atuais hierarquias de trabalho e não se submetem a condições de trabalho que os desagradem.

“A nova geração não foi criada para o emprego como nós, que fomos criados para arranjar um. Essa nova geração empreende ao natural, irão ser empreendedores e serão nossos chefes ou sócios. Precisamos reaprender a trabalhar e aprender a empreender no século 21”, garante o autor do livro “O mundo mudou… bem na minha vez” (Ed. Integrare).

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